O CANIBAL EXCLUSIVISTA E POSSESSIVO 
Por Alberto Santoz -O Escritor

Hoje a noite vou arrancar e comer o seu coração, ainda quente e sangrando! Em seguida vou embalsama-la e coloca-la em uma redoma de vidro. E assim você ficará exposta. Para que todas vejam! Minha propriedade envidraçada. Com um sorriso preso entre os dentes... você não ouvirá! O som de um grunhido maléfico... e ao fundo sua voz falando...Ele não quer que ninguém me toque.... sabe Camilla....Não! Camilla sou eu....Sim, eu sei....Eu também... Me escuta... Eu sei o que é melhor pra você....Eu sou você...e você... sou eu...e o.... Esse é o nosso segredo. E a voz continuará falando....falando....até o fim dos dias.

SIMPLES E IMPLACÁVEL

Alberto Santoz

Tem hora que é preciso deixar o rio correr e tomar o seu próprio curso. Mesmo oprimido pelas margens sua imensurável força levará, o que até então era um obstáculo intransponível. 
Como um filtro suas águas passarão arrastando galhos secos, folhas e detritos. Toda matéria morta, acumulada passará pela transformação necessária e nascerá novamente, completando o tempo cíclico de todas as coisas para voltar um outro dia qualquer igual, do mesmo jeito e no mesmo lugar. Toda superficialidade sempre será arrastada pela correnteza apenas pedras e a areia cristalina repousarão no seu leito. A natureza é assim, simples e implacável como todas as coisas e todas as pessoa

COMO CONQUISTAR UMA MULHER LINDA
Alberto Santoz

Depois de inúmeras tentativas, finalmente ele conseguiu um encontro com a tão desejada vizinha do trabalho. Saíram para jantar em um pequeno restaurante, discreto e aconchegante. Comeram um prato autointitulado "Pato com laranja" mas, todos os indícios eram de um galeto na brasa, regado a suco de limão e demais ingredientes do famoso prato. Isso não teve nenhuma importância. A noite parecia perfeita, depois de duas taças de vinho, veio o momento crucial, convidá-la para ir à sua casa. Antes que ele fizesse a pergunta, ela se adiantou: - Vamos pra minha casa? Tenho uma sobremesa especial nos esperando lá. Ele abriu um sorriso e concordou, imediatamente. Pediram a conta e saíram. No caminho, ele pensava em tudo que aprendera com o manual de sedução. A primeira parte estava perfeita, agora pretendia dar continuidade. Abriu em sua cabeça, o manual “Como Seduzir Uma Mulher Bonita: 1. Mostrar comprometimento; 2. Ter autoconfiança
; 3. Agir com bondade (mostrar solidariedade e compreensão, escutar, ter boas maneiras, demonstrar carinho e oferecer ajuda); 4. Demonstrar habilidades físicas; 5. Usar roupas de boa qualidade; 6. Expressar atenção e cuidado; 7. Ser sincero; 8. Manifestar amor. Tudo estava perfeito: Calças Colcci, camisa da Armani... a cueca, lembrou que estava usando uma Zorba, e não era assim tão de marca, mas valia pelo conforto. Cinto Calvin Klein e o toque especial do perfume Polo Amadeirado. Falou delicadamente pra ela: Você é muito especial, linda, agradável, e me faz pensar em algo assim… acho que vou convidá-la para um cineminha. Ela sorriu e beijou seu rosto suavemente. Ele fala: Espero que minha barba não a tenha machucado. Minha ex- sempre reclamava. Ela responde: Não querido, adorei sua pele. Disse ela, antes de atender ao telefone: Alô... Sim... Mas, está tudo bem?... Você volta quando?... Tá, estou indo pra casa, qualquer coisa me liga. Voltando pra ele: Era um amigo com um probleminha. Disse ela. Ele imediatamente se colocou à disposição para ajudá-la, caso fosse necessário. Ela respondeu que não era nada. Falaram sobre amenidades, até chegarem à casa dela. Entraram, ele gentilmente pegou sua mão, e lembrou do item 7 do manual: Ser sincero. Ele continua: Estou muito feliz em estar aqui com você, disse-lhe sorrindo. Ela também riu e disse –lhe: Que bom, eu também. Fique à vontade vou buscar nossa sobremesa. Tirou os sapatos que a estavam machucando, abriu a geladeira pegou um morango ,passou no pote de Chantilly, colocou metade na boca e aproximou-se abriu zíper e baixou suas calças. Ele mordeu o morango, usou a regra 4, habilidade física: pegou-a em seus braços, olhou em seu olhos e lembrou da regra, 8 do manual. Manifestar amor. Colocou-a no chão. Antes que ela tirasse a calça, ele disse – Você é linda! É a primeira coisa que me deu vontade de te dizer. A segunda. É que eu te amo. Ela parou, mastigou o pedaço do morango. Fechou o Zipper e disse. Gostou da sobremesa? Ele – Sim, estava ótima! Ela – Então tá. Agora você precisa ir, tenho que encontrar alguém. Ele surpreso perguntou: Como? Ela responde: Meu caso enrolado! Foi ele que ligou quer que eu vá encontrá-lo na casa dele. Muito folgado! Me liga assim, no meio da noite e diz:– Quero te ver! Vem pra cá. Ele desnorteado tentando lembrar em que página do manual estava a resposta pra aquela situação. Mal se deu conta que ela já estava levando-o para porta de saída. Beijou-lhe o rosto, agradeceu o jantar. Ele desceu a escada enquanto ela fechava a porta. Entrou no carro esmurrou o volante. Abriu o porta luvas pegou o manual do conquistador e jogou pela janela.

 




NINGUÉM É DE FERRO, NEM O HOMEM DE FERRO
Alberto Santoz
Deu braçadas, se manteve boiando 
Precisava aprender a nadar
E não de um exército  de ancoras
Preferia enfrentar a tempestade, bater no rochedo
Do que ficar a mercê da superficialidade. 
Ficar deriva era melhor que ficar encalhado
Detestava ser arrastado para o fundo do poço
O seu medo era menor que sua obstinação
Seus valores maior que a sua vontade
Se era para enfrentar o touro. Que viesse toda manada
Se era para enfrentar o frio. Que viesse a geada 
Se era para enfrentar a morte. Bem, nesse caso
Era melhor tomar uma cerveja gelada
Uma roda de amigos. E uma  boa batucada
Vão se os anéis. Ficam os dedos
Os braços,  os abraços e os  amassos
Que ninguém é de ferro.

 

TEMPO DE PLANTAR, TEMPO DE COLHER

De Alberto Santoz

Ele levantou dirigiu-se a porta de saída, olhou pra ela  disse:  – Volto mais tarde pra te comer!  Ela, como se não tivesse entendido, levantou a cabeça olhou pra ele   lembrou rapidamente da última vez que haviam “transado” sentiu um arrepio e uma sensação de medo e desejo. Respondeu: – Como?  Lá no fundo pensou:  - Porque ele não falou, eu te amo seria mas gentil. Pensou novamente:- Não seria original, não da parte dele.  Ele  balbuciou a expressão novamente. – Volta mais tarde pra te comer.Ela deixo uma dúvida no ar–  Como assim,  de que jeito?-  Você sabe como prefiro – disse ele.Mais tarde a gente conversa. Ela respondeu.Ele saiu fechou a porta e ela continua entretida com  seus afazeres.  

AVISO AOS NAVEGANTES DA INTERNET. APÓS UM MÊS FORA DO AR ESTAMOS DE VOLTA.

 

EM BREVE EM UM CANAL DO YOUTUBE: O FILÓSOFO RESPONDE

 

 

SALVE O DIA DOS ENAMORADOS!
Alberto Santoz

Aos doze anos ele se apaixonou por uma trapezista de um circo que fazia temporada na pequena cidade em que morava. Paixão platonica, dessas que gente inocente sonha, como um conto de fadas. Aos dezesseis, ele idealizou uma paixão, era uma prima vizinha. Ao som "Love" de John Lennon ficava horas admirando os longos cabelos castanhos e cacheados dela. Aos vinte anos, teve sua primeira grande paixão, dessas que a gente rasga a roupa e uma febre muito louco faz o corpo arrepiar. Essa demorou a passar e rendeu contos, crônicas e poesias. Passou. Resolveu fechar a porta, afinal, sempre há coisas mais importantes do que ficar remoendo uma paixão mal resolvida. Namorou, casou, namorou casou, de novo ! Mas, a grande paixão mesmo. Nunca mais. Até que um dia, já na casa dos trinta anos, baixou a guarda, lhe apareceu um anjo, falando de amor. Ele enamorado, ficava todo o dia decorando sua geografia mergulhado em em carne e osso, muitas marcas no pescoço, fazia o anjo levitar. Em um não sei que de paraíso, era o corpo mais preciso da mais linda, das mortais, uma beleza infinita e a boca mais bonita que a dele já tocara. Tomando emprestado as palavras de Emil Cioram, ele escreveu:“O louco que existe em nós e quem nos obriga à aventura. Se nos abandona, estamos perdidos: tudo depende dele, inclusive nossa vida vegetativa; é ele quem nos convida a respirar, quem nos obriga a tal, e é também ele quem empurra o sangue por nossas veias. Se ele se retirasse, ficaríamos sós! Não se pode ser normal e vivo ao mesmo tempo.” Descobriu também que “A função dos olhos não é ver, e sim, chorar. E para ver, realmente, é preciso fechá-los: é a condição do êxtase, da única visão reveladora, no momento em que a percepção se esgota no horror do já visto, do irreparavelmente sabido desde sempre.”E o amor se foi, o luto chegou e demorou passar ou não passou, se acomodou, fez moradia e justificou. “O pensamento é uma mentira, como o amor ou a fé. Pois as verdades são fraudes e as paixões odores; e, no fim das contas, a escolha está entre aquele que mente e aquele que fede.” Hoje eu sei que: “A única função do amor é a de ajudar-nos a suportar essas tardes dominicais, cruéis e incomensuráveis, que nos ferem para o resto da semana e para toda a eternidade.” Mas, é uma mentira agradável! Diante da tantas outras, diante da existencia. Salve os mentirosos que se amam incondicionalmente. Salve o dia dos enamorados! Salve todos os dias.

 

 

AS COISAS E AS PESSOAS
Alberto Santoz

Acordou de manhã abriu o armário e foi tirando, um, a um, os objetos comprados e acumulados, dos quais, nunca fez uso. Mentalmente ia catalogando cada um deles. Apoio pra tirar foto, boné com cabelo, cavanhacador, controle de TV com abridor de garrafas, perucas para bebes, óculos pra cachorro, colar com suporte para taça de vinho, pratinho de dedo, travesseiro colo, porta telefone de pulso, desodorizador de flatulência. A aquisição, desses inúteis objetos fazia parte de um artigo que resolvera escrever sobre a inutilidades das coisas. Tudo começou quando sentiu falta de um velho computador que usava, de vez em quando, até o dia em que entrou nas redes sociais e reatou velhas amizades, cortadas ha muito tempo. Foi um verdadeiro delírio, saber como estavam aquelas pessoas que não via há décadas. Conversavam, trocavam e-mails, telefones mas, o bom era ficar ali diante do computador, lendo e escrevendo coisas banais e destilando conceitos filosóficos sobre a existência. Bastou três dias sem o computador. Foi o suficiente para sentir um certo incomodo. Diante das circunstancias e sem saber o que fazer pegou um velho caderno e começou a rabiscar um texto, como fazia antes de descobrir o milagre da tecnologia. Travou um dialogo íntimo com as criaturas que habitavam seu corpo e aos poucos foi surgindo um texto denso e visceral. 
- Não sei o que fazer com essa persistente tristeza, isso me proporciona dificuldade de concentração esqueço coisas comuns, minhas ações são lentas, assim como meus pensamentos. Esse extremo pessimismo me incomoda assim como incomoda às pessoas próximas a mim. De vez em quando, uma sensação de inutilidade me invade. Chego a ter pensamentos suicidas. Sensação de que ninguém me ama. E de não poder amar alguém, sinto que a vida não tem sentido, não tenho interesse e nem motivação para agir e pensar. E essa fadiga inexplicável me incomoda, meu corpo me incomoda, tem horas que me sinto acima do peso outras muito abaixo. Mas tenho um constante falta de apetite. Gostaria muito de experimentar coisas novas, mas as vezes me sinto incapaz. Minha saúde me preocupa, palpitações no coração, distúrbios no estômago me deixam intolerante a qualquer tipo de som. Ultimamente tenho tido sustos e sobressaltos constantes, me sinto triste talvez seja pelo aumento da sensibilidade ou por esse inexplicável sentimento de culpa. O que me alivia e uma agradável sonolência pela manhã e aquela vontade de dormir e não querer despertar. - Era isso. Um desabafo. Escreveu uma última frase que encerraria aquele texto, nascido do nada, nascido da ausência de um espelho virtual. 
- As coisas e as pessoas não tem a mínima importância. Até alguém nós convencer que não podemos vive sem elas.

 

CINCO PASSOS PARA SER UM POLÍTICO DE SUCESSO
Alberto Santoz

Marqueteiro - Então o senhor quer ser um político bem sucedido?

Candidato – Sim, Senhor! Estou aqui para aprender os 5 Passos para um político vencedor!

Marqueteiro - Muito Bem! Tempo e dinheiro. E eu tenho pouco. 

Candidato - Tempo ou dinheiro?

Marqueteiro – Os dois meu filho! Os dois.

Candidato – Ótimo!(risos) Tenho pouco tempo e pouco dinheiro!

Marqueteiro - Primeiro Passo: Vamos! Bota a mão aqui!

Candidato -Mas que merda é essa?

Marqueteiro - É merda!

Candidato -Eu vou ter que meter a mão na merda?

Marqueteiro - Já ouviu falar em Jean Paul Sartre?

Candidato – Claro! O filósofo existencialista Francês. 

Marqueteiro - Ele dizia "política é uma coisa em que você põe suas mãos e elas acabam sujas". 

Candidato – (Risos) Não só política... O danadinho botava a mão na Simone também e....?

Marqueteiro - (Interrompe)Não vem ao caso! Essa é a primeira lição! Bota a mão rapaz. Tá esperando o que? 

Candidato -Que nojo! (Enfia a mão na merda).

Marqueteiro - Não adianta limpar . Merda é merda. O fedor vai ficar de todo jeito. 

Candidato - (Cheira a mão ) – Que merda!

Marqueteiro - Segundo Passo - Enfia a outra mão aqui!

Candidato -O que e isso?

Marqueteiro - Uma cumbuca!

Candidato -Cumbuca?

Marqueteiro - Quer ser um politico? Não faz pergunta. Faça!

Candidato – Assim sem opção? Eu…

Marqueteiro - Vai rapaz, faz! Uma hora você vai ser convidado pra fazer isso. Vai ou não vai?.

Candidato –(Ele enfia a mão na cumbuca e leva uma picada dá um grito). Que porra é essa?

Marqueteiro – Não é porra! Aprende rapaz. Tem hora de colocar, e hora de não colocar! Senão, a meleca tá feita. Lembre-se! Macaco velho não mete a mão na cumbuca.

Candidato -Mas você mandou!...

Marqueteiro – E muita gente vai mandar! Uma pessoa experiente, sabida, vivida, não se envolve em assuntos escusos, não se deixa enganar facilmente pelas aparências. 

Candidato -Mas e a merda?

Marqueteiro - Manda um assessor. Um boi de piranha.

Candidato -Boi de piranha?

Marqueteiro - É rapaz os vaqueiros usam para atravessar em rio de piranhas. Mandam um boi na frente para ser devorado, depois passam tranquilos com o resto da manada. Lembre-se! Tenha sempre um boi de piranha.

Candidato – Entendi! Contratar um assessor cego, mudo e surdo.

Marqueteiro – Rapaz esperto! Terceiro Passo: (Abre uma lousa ) Repita comigo! Sim é não! Não é sim! Sim é não! Não é sim! Sim é não! Não é sim! É sempre assim ou nunca é assim.

Candidato -Sim é não! Não é sim! Sim é não! Não é sim! Sim é não! Não é sim! É sempre assim ou nunca assim. 

Marqueteiro - Esse é o seu mantra. Diga sempre! Todos os dias! Sempre que for pra você coviniente.

Candidato -Entendi ! Sim é não e não é sim ou o contrário.

Marqueteiro - Quarto Passo - Quando lhe pergutarem. E vão lhe perguntar. O senhor é corrupto? O que você fala? O que você fala?

Candidato -O que eu falo?

Marqueteiro - Faz cara de indignado e diz: Eu fiz o maior número de benfeitorias para a população dessa cidade. Ou outra mentira qualquer. Sempre nesse tema. E nunca esqueça, essa outra frase! Vamos repita! Eu sou o o politico mais honesto desse País.

Candidato – Eu sou o politico mais honesto desse país!

Marqueteiro – Depois disso. Vem a segunda pergunta! Mas o senhor esta sendo acusado de desvio de dinheiro público.

Candidato – Estu sendo acusado...Segunda pergunta...

Marqueteiro - Você responde: (Voz empolada) Meus adversarios pederam o senso da razão. Se o senhor recusa um presente a quem pertence o presente? Vamos me diga? (Não deixa ele responder). A quem está lhe dando o presente! É claro! Essa calunia é um presente grego que a oposição que me dar . Eu recuso essa calunia. Essa calunia não me pertence. Pertence aos caluniadores.

Candidato – Ótimo. Eu recuso essa calunia!

Marqueteiro - E para terminar o Quinto Passo e último passo: Que não é um lição mas um pacto cristão! Vou apresenta-lo há alguém que vai acompanha-lo pro resto da vida. (Som das trevas... fumaça de enxofre. Do meio surge o diabo.) – 

Diabo – Pode assinar aqui embaixo.

 

LIGOU O NOME A PESSOA

Alberto Santoz

 

Há pessoa poeta

Há pessoa cidade

Há pessoa estádio

Há pessoa vazia

Há pessoa que enche

Há pessoa que ama

Há pessoa que não sabe que ama

Há pessoa que sabe e não ama

Há pessoa certa

Há pessoa errada

Há pessoa necessária

Há pessoa que chora atoa

Há pessoa que não chora

Há pessoa atoa

Há pessoa triste

Há pessoa alegre

Há pessoa nostálgica

Há pessoa  que quer e não pode

Há pessoa que pode e não quer

Há pessoa que sabe

Há pessoa que acha que sabe

Há pessoa que não sabe

Há pessoa que sente

Há pessoa que mente

Há pessoa que não sente

Há pessoa indiferente

 

Ligou o nome a pessoa

Perdoa à pessoa

 

 

PERVERSÕES SEXUAIS QUAL É A SUA?

Se você é uma pessoa com opiniões definidas sobre a prática sexual e é contra ao bestialismo, à necrofilia, ao assédio, à violentação, à pedofilia, ao incesto e ao exibicionismo. Pode ser considerada uma pessoa normal, porém não significa que não tenha uma ou mais parafilias, o que antigamente eram chamadas de perversões sexuais, isto é, atitudes sexuais diferentes daquelas permitidas pela sociedade. Mas não se preocupe algumas práticas chegam a ser normais em se trantando de relacionamentos afetivos. Quem não gosta de uma boa pegada e de mordidas que não arracam pedaços e de evoluir além do sexo papai e mamãe. Se você não gosta de observar pessoas quando elas estão se despindo, nuas ou no ato sexual, para obter excitação e prazer sexual. Você não é um voyeur. Se não é o tipo que mostra seus genitais a uma pessoa estranha, em geral em local público, esperando que a reação desta pessoa lhe desperta excitação e prazer sexual. Você não é um exibicionista. Se sua vontade sexual não está voltada para objetos, tais como calcinhas, sutiãs, luvas ou sapatos, não utiliza tais objetos para se masturbar ou exige que o outro sempre use o objeto em questão durante o ato sexual. Você não é fetichista. Se você não é do tipo que para obter prazer sexual, necessita tocar e esfregar sua genitalia em outra pessoa, completamente vestida, sem o consentimento dela, excitando-se e masturbando-se nessa ocasião. Você não tem frotteurismo. Se você não sente necessidade de ser submetida a sofrimento, físico ou emocional, para obter prazer sexual. Você não é masoquista. Se você não tem necessidade em infligir sofrimento físico ou emocional a um outro, e disso decorrer excitação e prazer sexual. Você não é um sádico. Mas também não podemos considerar atitudes sadomasoquistas perversão sexual quando elas ocorrem ocasionalmente, dentro de um relacionamento sexual normal. São apenas formas alternativas de prazer, como sexo oral ou anal, e não uma perversão. É importante ressaltar que essas condições só serão consideradas doenças quando elas forem a única forma de sexualidade do indivíduo. As perversões sexuais decorrem de alterações psicológicas durante as fases iniciais do crescimento e desenvolvimento da pessoa. Quem apresenta tais problemas não costuma buscar tratamento espontaneamente, isso só ocorre se o seu comportamento gerar conflitos com o parceiro sexual ou com a sociedade. É só tomar cuidado para não fazer do seu prazer uma sentença de morte.

 

 

O LOBÃO TEM HEMORROIDE

Alberto Santoz

 

O  Lobão escreveu um livro

O  Lobão quer atenção

 

O  Lobão não quer ser esquecido

O  Lobão não está fudido

O  Lobão usa o sistema

O  Lobão as vezes da pena

O  Lobão é qualquer bosta 

O  Lobão gosta de aposta

 

O  Lobão lembra o Chacrinha

O  Lobão quer confundir

 

O  Lobão não é teorema

O  Lobão é o sistema

O  Lobão inveja o Caetano

O  Lobão passou de ano

 

O  Lobão fala muita merda 

O  Lobão é um poeta

 

O  Lobão nem sempre tem razão

O  Lobão é um  bom ladrão

O  Lobão é um imitador

O  Lobão quer ser  escritor

 

O   Lobão precisa vender o livro

O  Lobão é o Gerald Thomas

 

O  Lobão é um  factoide

O  Lobão tem hemorroide


 

O AMOR ROMÂNTICO E O SEXO A TRÊS
Alberto Santoz

Recentemente li uma matéria sobre amor e sexo escrito por Regina Navarro, que é consultora do programa apresentado por Fernanda Lima na Rede Globo. Só por essa referência já torço o nariz sobre o conteúdo da referida obra e das opiniões da Escritora e Psicanalista. 

O ideal romântico, reproduzido pela cultura popular, serviu para romper barreiras na escolha do par. Mas também privou os homens e mulheres das seguranças culturais. E o calvário da introspeção psicológica – só ajuda psicólogos especialistas que oferecem os seus conselhos nas revistas ou na internet. Regina Navarro diz: "Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: Sinto-me amado (a)? Sinto-me desejado (a)? Se a resposta for sim para as duas, o que o outro faz quando não está comigo não me diz respeito. Sem dúvida as pessoas viveriam bem mais satisfeitas."(Eva IIIouz - Autora do livro "Amor nos tempos do Capitalismo " afirma: "O estado de indecisão acerca do que amamos - causado pela abundância de escolha, torna difícil o compromisso apaixonado e acaba por obscurecer quem somos para nós mesmos e para o mundo. Por estas razões, não posso aceitar o culto da experiência sexual que invadiu o panorama dos países ocidentais. Da liberdade sexual, coisificada, que interfere na capacidade de homens e mulheres para forjarem vínculos. "

Isso me lembra Adorno, no que ele chamou de " Indústria Cultural. " Percebendo o esgotamento do velho modelo do amor romântico, essa mesma industria difundiu e continua a difundir uma nova forma de relacionamento livre, livre do ciúme, fidelidade e do compromisso. A manada que sempre se deixa levar por essa onda de modernidade sem culpa, assimila o discurso forjando nos consultorios de psicologos e psicanalista. O Mercado se aproveita disso e assistimos a proliferação de sites de relacionamentos onde pessoas buscam cada vez mais na internet, resguardada na solidão de seus quartos, o que negam em seu dia a dia social. Uma sociologia cultural do amor, não pode deixar de se interessar pela imaginação, "porque esta encontra-se profundamente implicada com a ficção e a funcionalidade e porque as ficções institucionalizadas (em televisão, comics, filmes, livros infantis) são de importância capital para a socialização.

Em resposta a afirmação. "Você sente calafrios só de pensar que não tem domínio sobre a vida sexual do seu parceiro ou parceira?" Não sinto calafrios! Não sinto porque não acredito em modismos e essa onda deve passar como a do amor livre dos anos 60. Acredito em um pacto implícito, entre homens e mulheres. É esse pacto que rege cada relação individualmente. Há escolhas que não passam pelo âmbito racional. Já me casei quatro vezes vezes. E duas com a mesma mulher. Já vivi relacionamentos simultâneos, com três mulheres diferentes ao mesmo tempo. E todas sabiam das outras. Foi o que menos durou. Em três dos relacionamentos havia um pacto de monogamia, duraram em media cinco anos cada. É verdade que o desejo sexual por outras pessoas constitui parte natural da pulsão sexual. Mas isso não significa que devemos sair comendo ou dando pra todas as pessoas que desejamos. Mesmo porque, o desejo que pode até começar no visual, faz parte do nosso imaginário, e pode se modificar a partir de um engano, uma decepção ou até de uma desatenção do outro. Sem contar o cheiro, o ronco, e as demais carateristicas sociais, psicologicas e sociologicas do ser desejado. Vale a velhas máximas do dito popular: "O que é combinado não é caro"ou "Time que está ganhando não se mexe". E ainda “Água de morro abaixo e fogo de morro acima, mulher ou homem quando quer trepar. Ninguém segura".

NAS ASAS DO DESEJO E NO VOO DA SEDUÇÃO
Alberto Santoz

Qual a formula mágica no jogo da sedução, onde colocando-se em prática, resolvemos todos os nossos problemas, de como conquistar alguém desejado? A indiferença, pra quem sabe, e quer usar a seu favor, é um elemento poderoso de sedução. Ninguém gosta de ser desprezado. Sempre gostamos de receber à atenção do outro. E se esse outro exerce algum tipo de papel dominador, aí as nossas fraquezas ficam totalmente expostas. Quem já não se apaixonou por um professor ou professora, pelo chefe, pela terapeuta. Em resumo queremos sempre a atenção das pessoas que possuam algum poder sobre nós. E isso, é um passo para uma atração física. Seja indiferente a quem lhe interessa, porém não o afaste completamente. Existe um limite, uma linha tênue pra essa indiferença. É preciso habilidade pra enxergar e saber quando o peixe está fugindo da isca. É meio a dança do morde e assopra. Mas, como tudo na vida, existe o risco. Como, a possibilidade, do outro te deixar falando sozinho e apaixonado. Aí! Levanta a poeira e dar volta por cima. Por isso é preciso, antes de se aventurar nessa empreitada, ter auto conhecimento, confiança, segurança, ousadia e desinibição. É precisa dá sinais de que se interessa pelo outro e procura torna-se alvo de sua atenção. Se é correspondido faça o jogo do desinteresse com muita habilidades avance alguns passos mantenha o foco no seu objetivo, tenha preparo emocional e capacidade para tolerar frustração. Quando não se tem nada, se tem tudo. É mais fácil arriscar quando não se tem nada a perder. Difícil quando não se tem o conhecimento da própria reação, em situação semelhante, em ver todo seu esforço tornar-se em vão e que o outro, simplesmente ignore seu interesse. Acreditar em si e em sua capacidade de ser aceito, e não ter medo, é fundamental. O não você sempre tem, se não fizer nada. É preciso ir em busca do sim. A sexualidade tida como feia e suja parte do principio maniqueísta das religiões que cunharam em nossa cultura termos como, pureza, pecado, bom e mau. Não deveriam ser aplicado a natureza humana quando trata-se do desejo. Devemos abandonar o pensamento inibidor que nos vem a cabeça quando vemos, homens ou mulheres bonitas flertando e pensamos: sabe que é bonito ou bonita... ou ao contrario quando, não o são tão bonitos, mas agem com ousadia, dizemos: não é lá essas coisa mais tem algo mais... O grande passo é desencanar dos pensamentos: não sou interessante, bonito, inteligente o suficiente. Se você tem medo de não ser aceito, já começou perdendo. O bonitão ou a bonitinha também têm medo, como todo mundo, mas a diferença é que arriscam.

SOMOS TODOS DESEJO
Alberto Santoz

Desde muito cedo, o pensamento levava-o a vislumbrar o corpo escultural, das meninas locais. Um par de pernas, bem torneadas de uma artista de circo que se instalará na pequena cidade do interior deixou o menino, que há pouco só pensava em brincar, com os hormônios em “ebulição”. Ele precisava mesmo acasalar. O desejo, esse bendito e ao mesmo tempo, maldito sentimento de possuir aquilo que não temos e acreditamos que irá nos dar satisfação. Mas nos levará também, quase sempre a transgressão e a irracionalidade. Já havia descoberto a masturbação mas, a educação rígida da família, não permitia sequer uma palavra sobre o assunto. Isso só aumentava a curiosidade do pecador. Ele nunca conviveu muito bem com essa versão maniqueísta de sexo e pecado por isso não estranhou e nem estranha a pedofilia envolvendo a igreja católica. Frequentava a igreja local, já tinha feito até promessa, almejando um bom resultado no curso primário e mesmo tendo alcançado o pedido, não lembra de tê-la cumprido. Na verdade, já despontava nele, o artista messiânico que habitava aquele pequeno ser, magricelo e subnutrido que perambulava pelas ruas da pequena cidade. Com não podia deixar de ser, a sexualidade já havia desabrochado há algum tempo, nas conversas com os amigos e até frequentara um troca-troca inacabado, a coisa consistia em deixar o outro com as calças arriadas e sair correndo. Certo que o amigo, não iria relator o fato aos demais devido a vergonha da usual prática. Ha' aqueles que quando criança, praticaram o troca- troca e justificam-se com a expressão machista “se não deu quando criança, vai dar depois de grande”. Como se fosse uma maldição do Capiroto. Mas essa polêmica está longe de chegar um fim. Heterossexual e homossexual virou conversa de botequim fala-se aos quatro cantos sobre ser ou não ser, fulano saiu do armário, agasalhou o croquete enfim, dos termos científicos aos mais banais corre a notícia, a boca solta. Marmanjos e moçoilas brincam com o assunto. As religiões cristãs e muçulmanas, entre outras, condenam qualquer prática sexual que fuja do conceito homem, mulher e procriação. Algumas toleram o sexo anal e oral, outras nem isso. Desejo sentimento vil que corrói por dentro toda carne que se expõe, mostra a dor, pois, se é falta é fome, autoridade sem razão. Fé e força num mesmo turno, é loucura sem compasso, é pena e condenação. Em assim sendo, as instituições resolveram enquadrar "essa coisa indomável " que não tem censura, nem nunca terá. Por que não tem juízo. Como bem disse o poeta. Atos são passíveis de mudança sentimentos não. E não tem essa de hetero ou homo, estamos todos no mesmo barco. Como explicar as relações em presídios masculinos e femininos na ausência de mulheres ou de homens? O desejo se encarrega de relativizar as relações e aí, quem pode mais chora menos. Alguém vai ser "mulherzinha ou homenzinho". E não adianta afirmar que é uma "situação de exceção". Vivemos em"situação de exceção" permanente seja pela falta de afeto, dinheiro ou de poder. O ato não justifica o rótulo e nem mesmo a preferencia. Somos todos desejo.

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